segunda-feira, 25 de abril de 2016

TUDO TEM UM INÍCIO

ASSIM COMEÇAM AS HISTÓRIAS

MEIO QUE DEVAGAR

MEIO SEM JEITO

AOS POUCOS VAI-SE DESVELANDO

É FORNECER DETALHES

ATIÇAR A IMAGINAÇÃO

BURLAR A RAZÃO

TALVEZ SEJA POSTAR COISAS QUE POUCO REVELEM

MAS QUE DEIXEM ESPAÇOS PARA SE IMAGINAR E VER O TODO

CADA DESCOBERTA EM UM NOVO ÂNGULO

VALE O NÃO DITO SOBRE O ESCRITO

VALE O FUNDO DA IMAGEM, MAIS DO QUE O PERSONAGEM DA FOTO

SURGEM AS SUSPEITAS

ASSIM ME CONSTRUO FRENTE AOS SEUS OLHOS

ASSIM ME ESCONDO DENTRO DE SUA MENTE

NO TAMANHO EXATO DE SUA PAIXÃO

NO FORMATO DE SUA RAZÃO

VOU ME MOSTRAR

A QUEM TEM OLHOS

QUE NÃO PRECISAM DE LUZ PARA A VISÃO

NESSA LOUCA VIAGEM NÃO HÁ RETORNO, NÃO HÁ DESVIOS


Andando assim pelo tempo,que passamos juntos, em parte, momentos, ou tipo a vida inteira, pela primeira vez tive certezas: - o tempo passa; - tudo se move; -relativa é a vida; Sabia que um dia seria um número em algum cadastro, só não sabia qual. Sabia que os medos as vezes se tornariam realidade, só não sabia que sentiria tanto medo em vivê-los. Criei pedaços de um personagem, que com orgulho facetei, enriqueci de detalhes,super elaborei; personagem forte que foi com o tempo me apagando, tomando meu lugar, ficando amigo de meus amigos, até me estranharem; falando por mim, seus assuntos, me tirando a voz aos poucos; ano após ano, com a paciência de quem sabe saber ser vencedor; De mim sobraram amarras, presas a infância, em algum lugar nas frestas das portas de minha juventude, sob as cobertas, nos cantos de penumbra.Sempre achei que caminhava, agora olhando prô que passou, vejo que passei tão corrido pelo meu tempo, tanta pressa em ver o tempo passar, é incrível o que se deposita no futuro, se vive todos os dias nessa busca, a brasa do cigarro que lhe transforma em cinzas, o papel e o fumo.Dessa água não beberei, bebi.Isso não, assim foi.Não é o meu lugar, aqui vivo.Continuo a fantasiar as mesmas fantasias, agora com mais adornos, mais pesada e cheia de exigências, descobri que o tempo é um professor paciencioso das manias, do supérfluo, daquilo tudo que é necessário para acalmar as construídas angústias; agora ando assim, olho ao lado, poucos vejo; pouco sobra para o novo. Mas não procure encontrar em mim amarguras; decidi viver desse jeito, vejo o belo no escuro, se não, o imagino. Minha melhor resposta nem sempre é um sorriso.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O Lago


Olhando assim, na minha frente o lago, meio pasmo nessa manhã já quente. Entre sombreados de nuvens e folhas verdes um parco sol que entre as frestas brilha. Olhando de dentro de mim, na volta do lago imagens que se agigantam, protegem e me oprimem. Meio pasmo assim, torpe, olhando o lago,olhando em volta. Nem percebi tua chegada, nem te reconheci, inconfundível tua estranheza, prazerosa tua presença. Manhã igual as manhãs de folga, caminhadas pelas trilhas que se arrastam até o lago, impulsivas e necessárias. Indo e vindo ao redor do lago como quem procura entre nuvens, copas e frestas de sol. Tem que haver um fato nessa procura que nada busca, apenas deixa levar o ser. Como se a água pudesse conter a emoção, e calma e tranquila segurasse tanta força. Olhava as nuvens e já começava a acreditar que faziam parte de cenários, pareciam as mesmas dos mesmos dias ali. Tudo tão como sempre que nem notei tua presença, sempre tão ausente nesses dias, que nem te reconheci, nem vi, apenas fui misturado as folhas verdes te sentindo. Sentimento de estranho já acostumado a nem perceber e sentir. Meio parido assim com essa vontade de ter no lago um pouco a mais. Sozinho ali esperante, sozinho ali me acompanhando de teu vulto esquivo e fortuito, que se fazendo saber o que via eu ali entre nuvens, folhas e sol. Nessa manhã tão diferente como esperada, estava ali meu complemento, fantasia e redenção. sozinho te achei me procurando, quem não se identifica, apenas sente quente, vertigem, presença. Todas as trilhas cruzadas levavam ao mesmo ponto, a margem do lago, na cabeça a margem oposta, nessa manhã a margem oculta, como se mergulhasse ao fundo e lá mergulhado te encontrasse, sem face exposta, e no mergulho, na vertigem dos teus braços, me encontrasse. Ao redor sombras difusas; visto de dentro de mim imagens bem definidas, tão esperadas e nesse momento, entre água, sol e verde, todo o corpo ali acomodado. Sem nome nos tratamos, apenas respiramos juntos nossa falta de ar; mais um pouco e fomos um só, entre as trilhas, que meio sem vontade, tortuosas nos levaram a ver, entre verdes e azuis nosso vulto detalhado, misturando nossas linhas, compactando nossas sombras, que nelas se formaram sombras tanto já definidas, esperadas nas manhãs de lago. Tal caminhada, por um tempo acompanhada, chega ao seu limite, duas sombras se formam com a separação de nossas linhas; continuamos mutantes que aos poucos se misturam entre as sombras de um e outro entre frestas de sol, verde cama e as nuvens como moldura. silenciosas se fundem para não testemunhar o que as trilhas levam para o lago. Como em outra manhã qualquer, levei-me assim, tranquilo e sedento, sonhador de sentimentos; nem mais percebo onde começam as sombras.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


Teorema homicida - Maria Luiza - AOE

Posted: 08 Feb 2010 09:30 AM PST



Juro que tento ser meiga, doce, pura, casta, delicada, amorosa, paciente… Juro que tento ser uma pessoa virtuosa. Mas tento mesmo, tento com todas as forças que a minha preguiça me permite. Sim, preciso da permissão da minha preguiça. Você precisa da permissão da sua mãe pra comprar pão na esquina, e ai? E a minha santa mãezinha tem uma pergunta recorrente: “por que você é tão grossa, Maria?”. Confesso que essa pergunta sempre me provoca uma incontrolável vontade de rir que eu acabo controlando para não despertar a fúria matriarcal. Confesso também que esse início de 2010 me deixou um tanto mais agressiva. Prova de que as minhas promessas de fim de ano foram para a casa do caralho mais uma vez. Tudo bem, isso acontece desde que eu comecei a fazer promessas de fim de ano. Com 7 anos prometi que não puxaria mais o pinto dos garotos na escola, não cumpri. Aos 13 prometi não mais gastar o dinheiro do lanche com pornografia. Com 15 prometi parar de fumar. Com 19 disse que não treparia mais com desconhecidos. Agora com 22 prometi que seria uma pessoa gentil e amável com as pessoinhas… Doce ilusão, o ano começou e continuo tão delicada quanto uma britadeira. O mais legal é que entra ano e sai ano e a minha mãe continua com a mesma pergunta.


Ok, nunca me importei com isso. Não sou a “caraquegarotagenteboa” e nem pretendo ser. Sempre gostei de ser chata, pessimista, desajustada do contra, antissocial metida a besta. Sempre adorei saber o que as pessoas falavam de mim pelas costas. Já ouvi coisas lindas como: “você não vale nada”, “você é desprezível”, “eu te odeio”, “é de comer beijando”. O que soa como ofensa para muitas pessoas me parece tão excitante mas o meu masoquismo é uma questão beeem mais profunda, entendeu? Ham? Ham? O fato é que isso tem se agravado. Até bem pouco tempo atrás eu tinha um senso de respeito até justo. Sabia que não era legal fazer piada com algumas pessoas por alguns motivos e bla. Depois de alguns questionamentos cheguei à conclusão de que a essência do deboche é uma coisa que sobrepuja essas classificações por idade, classe social, raça, condições físicas e todas as outras coisas que acabam tolhendo a possibilidade de uma excelente piada escrota. Resultado: o meu já capenga senso de respeito virou poeira. Cai na bobagem de falar isso para uma pessoa sem compreensão e fui chamada de psicopata, doente que precisa de tratamento. Fala sério, ninguém nunca sentiu vontade de chutar uma criança? Será que todo mundo acha fofinha aquela coisinha babando e gritando e fedendo a leite pobre? Não tenho instinto maternal, não quero ser mãe, não quero ter uma família feliz, não quero chegar aos 40 anos. E ninguém pode saber disso, tenho que guardar essa violência aqui, na boca do estômago. E me pergunto por quê. E surge o clichê: vivemos em sociedade e temos que respeitar uns aos outros. Uhum, muito empolgante. Não posso matar atendendes do Bob’s. Não posso incendiar ônibus. Não posso roubar carros. Pensando bem, passar um tempo numa penitenciária não é má idéia e que mamãe não fique sabendo. Ou que saiba de uma vez e desista, não vou ser uma juiza respeitada nem uma bem feitora, nunca quis salvar o mundo. Adoro acreditar que o mundo se autodestruirá. Adoro poluição, asfalto, concreto, banheiros de boteco, esquinas escuras. Adoraria o inferno se ele existisse.

Ah, mas temos que fazer o bem para tornar esse mundo um lugar menos ruim. Temos que ajudar os famintos da Somália e lutar contra a corrupção. Já fui uma idealista. Já achei que poderia começar uma revolução que tornaria o planeta um lugar menos desigual. Mais uma doce ilusão. A merda é bem maior do que nós imaginamos e não serei eu quem vai mudar a situação. Aprendi a amar o caos. Hoje desejo o caos. É tão chato quando as coisas dão certo. Não vou cansar a minha beleza lutando contra a estupidez. Não quero vencê-los nem me juntar a eles. O bom é ficar de fora torcendo para que a bomba exploda de uma vez para vir outro senhor da guerra e coloque outra bomba e outra e outra. Já temos muitos tratados de paz. “E a vida humana, Maria?”. Existe coisa mais insignificante que a vida humana? Pensemos um pouco… Não, não existe. O homem é o que de pior existe na humanidade. Sei, Jesus foi um filho da puta de muita sorte. Eu sou uma filha da puta sem sorte alguma, pra que tentar mudar isso? Não tenho vocação pra mártir mas tenho que pagar o preço alto por isso. Todo mundo paga um preço alto por alguma coisa. São tempos complicados. O aborto é uma patologia social e a “bolsa estupro” é a cura, ser estuprada e engravidar do estuprador é um ótimo negócio. O seu corpo é propriedade do Estado e o Estado não quer que você fume maconha. Não, você não tem liberdade de expressão e os direitos humanos valorizam mais as vacas. Indústria não é assassinato. Dizem que a minha revolta não tem causa. Dizem que eu poderia canalizar a minha raiva para produzir algo produtivo. Mostrar os peitos que é produtivo. Quero mais é me dar bem e o resto que se dane. Tenho um tesão desgraçado pelo meu pai e daria pra ele se ele não fosse um moralista sem graça. A minha falta de escrúpulos incomoda o pessoal. Dizem que eu preciso de PRINCÍPIOS. Palavra estranha, essa. Parece um princípio comum a todos esse da valorização da vida humana. É uma coisa até bonita. Seria legal se deixasse de ser teoria. Querem de toda forma preservar a vida mas depois que você nasce, você está sozinho, camarada! Toda a balela de pró-vida fica nos discursos da Xuxa. Você não é importante. Eu não sou importante.

Lembrei agora do filme Assassinos por Natureza. Lembrei de toda aquela podridão midiática, daquela fascinação do casal Mickey e Mallory pela violência que acabou me reportando ao moço lá do Laranja Mecânica. O que me deixou feliz agora foi lembrar da fala do Mickey que agora faz muito sentido: ” I’m a natural born killer”. É pouco provável que eu ache um namoradinho disposto a sair matando pessoas por ai. Eu dificilmente tirarei a minha bunda da cadeira para descarregar armas em cabeças por ai, mesmo achando por demais tentador. Pior que um egocêntrico é um egocêntrico preguiçoso sem nada pra fazer. Definitivamente, não sou virtuosa. Não gosto de flores e continuo com vontade de chutar uma criança. Morte aos defensores dos direitos humanos. Tem sempre alguém matando alguma coisa de alguma forma. Pureza é uma coisa que se encontra no supermercado.

Tenho pensado muito no futuro mas sempre no meio dos meus inocentes planos surgem pênis de 32 centímetros. Como eu sei que eles têm 32 centímetros? Eles aparecem ao lado de fitas métricas. Estranho!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Grilo Falante, texto de Smith, lido no AOE


O Grilo Falante

Posted: 04 Feb 2010 03:00 AM PST

Tem gente que acha que matar é errado, tem gente que vê na morte, salvação.

Tem gente que acha que fumar é errado, porque cigarro destrói o pulmão.

Tem gente que acha que piercing é coisa de veado, que homossexual vai pro inferno em qualquer situação.

Tem gente que se sente envergonhado, tem gente que passa vergonha por opção.

Tem gente que acha que transar é errado, tem gente que vive de prostituição.

Tem gente que diz que beber é pecado, tem gente que não tem religião.

Tem gente que engorda por não se importar com o resultado, tem gente que faz lipoaspiração.

Tem gente que acha que comer demais é pecado, tem gente que sofre de subnutrição.

Tem gente que acha que viver da música é errado, tem gente que faz dela profissão.

Tem gente que acha que todo músico é drogado, mesmo os que só tocam violão.

Tem gente que acha que roubar é errado, tem gente que não tem opção.

Tem gente que acha o louco desvairado, e tem gente que da loucura, não abre mão.

Tem gente que gosta de beijo roubado, tem gente que vive da ilusão.

Tem gente que vive a vida adoidado, tem gente que faz dela um caixão.

Tem gente que vive desorganizado, tem gente que adora perfeição.

Tem gente que não dispensa churrasco no sábado, tem gente que não come carne por abdicação.

Tem gente que xinga o céu nublado, tem gente que não fala palavrão.

Tem gente que com pouco fica animado, que tem gente que te trás inspiração.

Tem gente que se sente chutado, tem gente que vê na perda, iluminação.

Tem gente que gosta de resultado, tem gente que vive na enrolação.

Tem gente que acha que o mundo está errado, tem gente que não tem opinião.

Tem gente que mente pra todo lado, tem gente que acha que quem é sincero demais não tem educação.

Tem gente que vive a vida amarrado, tem gente que vê na vida, libertação.

No mundo tem tanta gente, que quase todo mundo pensa diferente.

Consciência de todo mundo, conscientização.

Ao invés de julgar os outros, conheça, pra formar opinião.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

João Arnizaut / Crime no motel Porto dos Casais



José Alencastro disse...
Esse tipo de notícia, da tragédia, me envolve; nem sei dizer, talvez um quê de masoquismo, algo mal resolvido. Foi assim com essa triste morte, fora de hora, absurda, carregada de dor aos pais, coisa que sou também; carregada de impotência e lacuna aos amigos, como me foi dolorido quando perdi subitamente meu melhor amigo, por um mal congênito que aflorou aos 40 anos. É meio constrangedor afirmar que chorei pelo João, que conheci exatamente porque ele deixou de existir. Poderia creditar a sua morte a fria estatística que, indiscriminadamente, atinge a todos. Normal para os dias de hoje; uma besta drograda, armada, inocentes em seu caminho e pronto, executada a tragédia. Até aí tudo tão assustadoramente normal. Mas nesse caso, somada a coincidência de ter filhos chamados de Jõao e de Pedro, a quem amo mais do que a tudo, tive a dor profunda de ler comentários sobre as notícias veiculadas na internet, e na própria página de scraps de Jõao, de pessoas que se assemelham a besta drogada e armada dessa tragédia; ferem e destroem, chacotam da dor, anulam a existência de um garoto pelo seu preconceito; triunfam e pisoteiam por sobre o corpo já não animado de João; alvejam os amigos de João; tripudiam da ferida aberta em Pedro e do coração que sangra do pai de João, da mãe de João. A tal besta drogada arrumou adeptos, bestas armadas de bytes e de neurônios entorpecidos da droga do preconceito; carniceiros cúmplices que ajudam a fazer sangrar o já seco corpo de João. Não o conheci, nem sabia de sua existência, mas digo com orgulho, amei o João desde que ele nasceu, e amarei-o cada vez mais, a cada nova besta que surja, a cada bala atirada, a cada palavra mal escrita. Viva João! Que se calem as bestas.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009


Peguei quente ainda, meu último pedaço, ainda latente, sangrando.
Por toda parte haviam restos meus, carne e sonhos, palavras e silêncio.
Cada parte nada dizia, como se nunca tivessem conseguido formar um todo.
Somado os restos, as sobras, nada faria lembrar o quanto sangrei.
Queria reunir os destroços e dizer que um dia fui eu; olhei-os e vi cada dia da minha vida em pedaços.
Com clareza vi-me pela primeira vez;de forma clara estava eu ali, seccionado mostrando minha vida inteira.
Olhe esses restos, tão repugnantes como os sonhos que vivi.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

nada a fazer

cansei de te esperar
cansei de mim
cansei dessa dependência
cansei de olhar no espelho e ver nós dois
cansei, cansei

mas tudo bem
ainda tenho forças
resta em mim algo inexplicável
o sabor do resto
de chegar depois da hora
de ver tudo passar

sigo firme
entre minha indecisão e minha franqueza
entre meu passo marcado
descaso e cansaço
descubro o duplo
do nada
o todo 
do vazio
sigo de cabeça erguida em um corpo encurvado

corro e nem me atropelo
vou me largando para trás 
não preciso de mim para continuar
basta nem existir
é só continuar assim

queria gritar
gritar
gritar
mas não sei o que dizer
tenho medo que meu grito saia em choro
e baixinho
e sozinho
me arrependa

temos todo tempo
que acaba
que passa lento
já passado
em horas de atraso

nada temo
nem rezo
apenas velo
pelo dia de tua partida
pela criação da dor
pela minha perda

quarta-feira, 25 de julho de 2007

running

Walked for a bare-footed time
Stepped on in hot land
Touched the sand and the sea with the naked feet
Already I paved of all the forms
Run to all speed
Stopped, I stepped on and nothing I felt
Under my feet only the footwear
Isolated myself of the soil
Lived sovereign between clouds
Flowed for waters salty candies and
Nourished instincts, headquarters, hunger
Of walking I lost myself for there
I came back to be cloud.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

ANITA


MAIS UMA VEZ

VEJO-ME TOMADO DE UMA FORTE EMOÇÃO

QUEDA LIVRE

TERRA A VISTA

SABER QUE SE INICIA O PRÁ SEMPRE

ENTRANHADO A CARNE

O ACOMPANHAR E O PROVER

AMAR E SE AMAR

DESDE JÁ PRÁ TODO O SEMPRE

NASCEM AS ALEGRIAS E OS MEDOS

A INCERTEZA CERTA DE QUERER O MELHOR

A FLOR E O ESPINHO

NASCE REBENTO